Boletim da BE

quarta-feira, 29 de maio de 2013

LIVRO DA SEMANA

             
             Esta semana, dedicada ainda à temática da Alegria, sugerimos a leitura de um clássico intemporal: Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Para conhecer ou relembrar o mundo verdadeiramente mágico onde Alice vai encontrar personagens peculiares como a Rainha de Copas e o Chapeleiro Maluco. Entre nesta aventura cheia de fantasia!! 




Veja também este hilariante excerto do filme baseado na obra:



segunda-feira, 27 de maio de 2013

POEMA DA SEMANA

Continuamos em ALEGRIA!
Aqui vos deixamos a mensagem desta semana cuja autora é Florbela Espanca.


UMA ALEGRIA É FEITA DE UM TORMENTO
 
É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés d'alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo donde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia...
A gente esquece sempre o bem dum dia.
Que queres, ó meu Amor, se é isto a Vida!...
 
       Florbela Espanca

terça-feira, 21 de maio de 2013

LIVRO DA SEMANA

Esta semana, deixamo-vos como sugestão de leitura a obra Cancioneiro Alegre de poetas portugueses e brasileiros.

 
 

AMOR ALEGRE

Deixemo-nos de nénias - enterremos
                As antigas paixões!
É d'ar puro e de luz que nós vivemos...
                E nossos corações,
De luminosos amor, d' amor contente,
Disso querem viver eternamente!

Viver de flores, como insecto alado...
                E, como ave, de cantos!
Viver de beijos, de prazer sagrado...
                Sim, de prazeres santos,
Como homem que embala noite e dia
O fecundo regaço da alegria! (...)

Poesia não são lágrimas... são beijos...
                 E abraços também...
Paixões não são suspiros... são desejos...
                  Quantos a vida tem!
Compõe com as tuas mãos minha poesia
de paixão e de beijos e alegria. (...)

POEMA DA SEMANA

Esta semana continuamos com alegria, deixando-vos a seguinte mensagem:




Hino à Alegria
Tenho-a visto passar, cantando, à minha porta,
E às vezes, bruscamente, invadir o meu lar,
Sentar-se à minha mesa, e a sorrir, meia morta,
Deitar-se no meu leito e o meu sono embalar.(…)

Pensar, é certo, eleva o espírito mais alto;
Sofrer torna melhor o coração; depura
Como um crisol: a chispa irrompe do basalto,
Sai o oiro em fusão da escória mais impura.(…)

Momentânea ou falaz, é sempre um dom divino,
Sol que um instante vem a nossa alma aquecer...
Pudesse eu celebrar teu louvor no meu Hino!
Momentâneo, falaz encanto de viver!

O teu sorriso enxuga o pranto que choramos,
E eu não sei traduzir a ventura que exprimes!
Nesta sentimental língua que nós falamos,
Só a Dor e a Paixão têm acordes sublimes!


          António Feijó, in 'Sol de Inverno'

segunda-feira, 13 de maio de 2013

LIVRO DA SEMANA

Esta semana, sugerimos a leitura da obra As canções de António Botto.

 
Aquela minha alegria
Era alegria nervosa.
Essa falsa alegria que buscamos
Para a mostrarmos aos outros
No primeiro momento
de uma grande tristeza.

E as grandes tristezas são assim:
Cavam-se fundo, bem fundo
lá dentro do coração
- Nem o coração as sente!

Porém,
O engano dura pouco;
Um vago indício de choro,
Lamentos,
Raiva suave,
- Depois: a resignação;
Um sorisso que parece desdenhoso;
Um tristíssimo sorriso;
um sorriso doloroso.

POEMA DA SEMANA


Nesta segunda semana de maio, deixamo-vos este poema da autoria de Clarice Pacheco:







Uma festa

Uma alegria contagiante no ar
As luzes coloridas, a brilhar
Uma música da moda a tocar
Todos animados, a dançar
Pelo jeito ninguém quer parar
Esse momento mágico, querem aproveitar
Ruim é saber que isso uma hora vai acabar
A magia vai cessar
A música vai se calar
A luz vai desligar
O sol vai raiar
Um dia normal vai começar!
Clarice Pacheco

 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

LIVRO DA SEMANA

Para celebrar a alegria, deixamo-vos o Manual da Alegria - Viva a crise- da autoria dos Homens da Luta.


 

A Luta não pára para Neto e Falâncio. Em tempo de crise, de défice, de desemprego, de precariedade, de corrupção, de justiça lenta e de mercados vorazes, os Homens da Luta estão mais vivos do que nunca. O que começou há alguns anos com um simples sketch de guitarra e megafone na rua, cresceu paralelamente à crise e hoje os Homens da Luta são uma banda de música de intervenção com onze elementos que correm o país de norte a sul a animar a malta. Marcam a sua  presença na rádio e na  televisão. Foram  finalistas do festival da canção e lançaram o seu primeiro livro, este manual da alegria onde se propõe um olhar otimista sobre tudo o que de negativo a realidade tem para oferecer ao povo.



segunda-feira, 6 de maio de 2013

POEMA DA SEMANA


 Este mês celebramos a ALEGRIA, desta forma esta semana brindamo-vos com este bonito poema.



ALEGRIA

Está em todo canto, em toda parte,
No meio das cores, no meio dos sons,
Pode estar nos montes, nas planícies,
Em jardins, nas ruas, nas praças,
Em escolas, nos escritórios,
Nas lojas, em ante-salas.

Existe alegria no ritmo, no movimento,
Ao acender das luzes e até no pisca-piscar.
Sente-se alegria no balanço do mar
E no andar da moça bonita,
Sente-se a alegria dos passarinhos,
Em voos e cantos,
E no vento que passa.
Na inocência das crianças sente-se alegria,
Na malícia dos jovens sente-se alegria,
E na sabedoria dos velhos.

Alegria das plantas durante e depois da chuva,
Alegria dos montes no despontar do sol,
Alegria da mãe diante da graça do filho,
Alegria divina diante da beleza do amor,
Alegria de todos diante da própria alegria.     

                                                   Wanderlino Arruda

quinta-feira, 2 de maio de 2013

SUGESTÕES DE LEITURA


Para este mês de Maio, cuja temática é a Alegria, sugerimos a leitura das seguintes obras:

















LIVRO DA SEMANA


Esta semana sugerimos a leitura de Um Livro para todos os dias, da autoria de Isabel Minhós Martins e ilustração de Bernardo Carvalho. Uma obra onde poderá encontrar dias para todos os gostos e ser transportado para as memórias dos seus próprios dias.



HIMNO DE LA ALEGRIA

A ALEGRIA também se celebra em Espanhol.
Deixamo-vos o himno de la alegria e um lindo poema.






La alegría de un nuevo futuro

Desde el fondo de mi alma
Saldré para cambiar.
como el ave con sus alas
comienza ya a volar,
saliendo de su nido
para algun camino tomar,
liberándome del miedo
de volver a fracasar.

Y si las lágrimas volvieran a brotar,
pensaré que solo limpian
las tristezas de mi alma,
que ya no quiero recordar.

Y miro hacia al futuro
y no me dejo desgarrar
por la tristeza de un pasado
que en muchas ocasiones
me quiso eliminar.

Es hoy que yo te digo,
«no hay reproches ni castigos,
solo un nuevo caminar».
                                                  Autor desconhecido


AUTOR DO MÊS

Neste mês dedicado à ALEGRIA, homenageamos:


Ludwig van Beethoven

       

      Nasceu a 16 de dezembro de 1770, em Bona, Alemanha. Morreu de pneumonia a 26 de março de 1827, com 57 anos de idade.
     É o génio musical revolucionário entre o Classicismo e o Romantismo. Criou um universo musical inconcebível até então, sobretudo com as suas novas sinfonias, mas também com concertos, música para piano e de câmara.
     Surgiram os primeiros sintomas da sua doença - a surdez, em 1796, quando estava de volta de uma série de concertos. Escondeu o problema de todos. Só dez anos depois, em 1806, é que revelou o problema, numa frase anotada nos esboços do Quarteto nº. 9: "Não guardes mais o segredo de tua surdez, nem mesmo na tua arte!".
     Condições de vida adversa (progressiva surdez, pobreza permanente, depressões, alcoolismo) e o compromisso com as ideias humanitários da Revolução Francesa, converteram-no no protótipo do génio e num titã da música.

«O meu reino está no ar, como o vento, assim se agitam as notas, assim se agita muitas vezes a minha alma».
                                                     Ludwig van Beethoven
















Composta entre os anos de 1818-24, a “Nona” foi mostrada pela primeira vez ao público no mesmo ano da sua conclusão. Uma vez assimilado o impacto inicial, esta obra foi aos poucos ganhando projeção na Europa e no Novo Mundo, tornando-se ao longo do século XX  obra obrigatória no repertório de qualquer grupo que se pretenda intitular como “orquestra sinfónica”.



 Hino da alegria