Boletim da BE

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

LIVRO DA SEMANA



O Despertar da Primavera

de

Wedekind


Peça de juventude, tem a vitalidade de todas as obras novas. Wedekind escreve-a em 1890, e ela é já, como as peças do impressionismo o virão a ser depois, uma peça com tema: o despertar da sexualidade. Este tema é desenvolvido com a afirmatividade e a concisão de quem sobretudo levanta uma bandeira da liberdade. É o Homem inteiro, o Homem que as ciências e as ideologias descobrem nos finais do século, que está em causa na peça de Wedekind.

Mais do que definir um estilo, marcar um momento da história do teatro, representar um autor, O Despertar da Primavera é um vibrante processo dos direitos do homem à sexualidade.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

AUTOR DO MÊS





Alfred Bernhard Nobel

Nasceu a 21 de outubro de 1833 em Estocolmo, na Suécia. Nobel foi o inventor da dinamite, da gelatina explosiva e de outros explosivos. Nobel ficou famoso ao criar o mais importante prémio do mundo, concedido anualmente a personalidades que tivessem contribuído para a paz e para o progresso de diversos ramos do saber. Fez seus primeiros estudos em Estocolmo e na cidade russa de São Petersburgo, onde o pai, engenheiro, instalou uma fábrica de nitroglicerina. Aos 16 anos já era químico competente e falava fluentemente inglês, francês, alemão e russo, além de sueco. Completou a especialização em química, em França, e depois trabalhou nos Estados Unidos. De volta a São Petersburgo, trabalhou na fábrica do pai, onde tentou aperfeiçoar a nitroglicerina líquida, inventada em 1846 pelo italiano Ascanio Sobrero. Após a falência do estabelecimento do pai, em 1859, Alfred Nobel regressou à Suécia e trabalhou na fabricação de explosivos à base de nitroglicerina líquida. Um acidente com a substância provocou a morte de seu irmão mais novo, Emil. Proibido pelo governo de reconstruir a fábrica e estigmatizado como "cientista louco", Nobel continuou a pesquisar a maneira de minimizar o perigo de manusear a nitroglicerina, o que conseguiu ao misturá-la com um material inerte e absorvente. Pôde então aperfeiçoar a dinamite e o detonador e desenvolver um explosivo mais poderoso, a nitroglicerina gelatinizada. Nobel acumulou grande fortuna com suas patentes e com a exploração de poços petrolíferos na Rússia.
O trabalho intenso durante toda a sua vida não lhe deixou muito tempo para a vida pessoal; tinha apenas uma grande amiga, Bertha Kinsky, que lhe transmitiu os seus ideais pacifistas que iriam contribuir para a criação de uma fundação com o seu nome, que promovesse o bem-estar da Humanidade.
Sem filhos e abalado com a utilização de seus inventos para fins bélicos, legou os seus bens a uma fundação encarregada de premiar aqueles que se destacassem pela sua contribuição para o bem da humanidade. Assim, no seu testamento, havia a indicação para a criação de uma fundação que premiasse anualmente as pessoas que mais tivessem contribuído para o desenvolvimento da Humanidade. Em 1900 foi criada a Fundação Nobel que atribuía cinco prémios em áreas distintas: Química, Física, Medicina, Literatura (atribuídos por especialistas suecos) e Paz Mundial (atribuído por uma comissão do parlamento norueguês). Em 1969 criou-se um novo prémio na área da Economia (financiado pelo Banco da Suécia), o Prémio de Ciências Económicas em memória de Alfred Nobel. Mas de facto, esse prémio não tem ligação com Alfred Nobel, não sendo pago com o dinheiro privado da Fundação Nobel, mas com dinheiro público do banco central sueco, embora os ganhadores sejam também escolhidos pela Academia Real das Ciências da Suécia. O vencedor do Prémio Nobel recebe uma medalha Nobel em ouro e um diploma Nobel. A importância do prémio varia segundo as receitas da Fundação obtidas nesse ano. Assim, nasceu o Prémio Nobel, concedido todos os anos pela Real Academia de Ciências da Suécia.
Alfred Nobel morreu em San Remo, Itália, a 10 de dezembro de 1896.

http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1349.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Nobel

LIVRO DA SEMANA

O romance de Rita R.

de

Ana Saldanha


"Um computador portátil usado, a preço irresistível. Não resisti. Só passados dias o liguei. Estava a transbordar de documentos! Não abri nem um. Se encontrasse um diário também não o leria. Eu tenho princípios.
Tentei encontrar o vendedor, sem resultado. Que fazer? Não tinha alternativa: ouvi o audio-diário da Rita. Era um diário típico de uma adolescente. Li também as receitas, as tentativas de escrever um romance, olhei para as fotografias, li os e-mails. E o pequeno mundo que me apareceu à frente era sólido e completo.
Enviei tudo ao meu editor. Com dificuldade, consegui convencê-lo de que, desta vez, a ficção era uma história real, realmente contada pela sua protagonista. Tenho a esperança de um dia vir a conhecer pessoalmente a Rita R. "

SUGESTÕES DE LEITURA



Este mês sugerimos a leitura das seguintes obras:

Marley & Eu, John Grogan

A mentira sagrada, Luís Miguel Rocha





O nome da rosa,Umberto Eco














Siddharta, Hermann Hesse