Boletim da BE

TESTEMUNHOS DE LEITURA






A Casa de Bernarda Alba










O livro que eu li foi Uma abelha na chuva
O autor é Carlos de Oliveira, nasceu a 10 de Agosto de 1921 em Belém do Pará, no Brasil, e morreu no dia 1 de Julho de 1981 em Lisboa. 
O livro tem 191 páginas, e está dividido em 35 capítulos.
Foi em 1953 que o autor publicou Uma abelha na chuva. Foi o seu quarto romance.  
Este livro relata a história de uma sociedade antiga, mostra-nos como o amor é importante, pois Clara acaba por se suicidar por seu pai ter matado o seu namorado. Nesta sociedade, existiam muitos casamentos sem existir amor ou qualquer carinho, tal como era o de Maria dos Prazeres e Álvaro Silvestre.
É um livro fácil de ler, embora no início seja um pouco confuso, recomendo a sua leitura a quem gosta de romances que retratem sociedades mais conservadoras.







O livro que escolhi para ler foi O meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos. José pertencia a uma família muito pobre que passou por muitas dificuldades, por isso o livro assemelha-se com a sua vida, é como se ele fosse a personagem "Zezé". Está dividido em oito capítulos sem contar com o capítulo final e são 189 páginas de uma história única.
            A história retrata a vida de um menino que se chama Zezé, que tem oito anos, e é muito pobre, mas a sua família é muito trabalhadora. Por causa de situações por que ele passava, porque sua família lhe batia muito, e também porque a mãe não estava presente no seu dia-a-dia, ele era muito traquinas. Conversa com um pé de laranja lima e cria uma amizade com um velho solitário que se chamava Manuel Valadares a quem Zezé chamava “Portuga”. No início, ele queria matar Zezé mas depois torna-se no seu melhor amigo.
Zezé teve que deixar de ser criança muito cedo e faz-nos compreender o ponto de vista das crianças em relação ao mundo. É uma história que no início não é muito fácil de compreender, mas, ao longo da leitura, já se vai conseguindo perceber melhor, por isso recomendo.




O livro que eu li foi As Naus, obra de António Lobo Antunes que foi publicada em 1988. O autor nasceu a 1 de Setembro de 1942 (tem atualmente 71 anos), ganhou o prémio Camões e o prémio Jerusalém que são dois dos prémios literários mais importantes. É também escritor dos livros como Os cus de judas e A memória de elefante.
O livro As Naus tem 247 páginas em que retrata a partida de um casal como também a de heróis e navegadores portugueses que partiram para África. Quando regressam, como retornados, encontram-se todos na residencial Apóstolo das Índias e deparam-se com um pais completamente diferente daquele que conheciam quando partiram.
O livro conta também as suas vidas em terras africanas, de uma forma irónica, e mostra também o lado mais obscuro de cada um deles.
Gostei do tema desta obra porque é sobre a história de Portugal e é uma crítica ao país em que hoje vivemos. O que não gostei foi do estilo do escritor, porque é uma escrita muito difícil de se perceber devido à frequente mudança de narrador.
Não recomendo pelo simples facto de ser um livro difícil de ler.





O livro que li foi O Último Voo do Flamingo, que foi escrito por Mia Couto que nasceu em Moçambique e que ganhou recentemente o prémio Camões. Mia Couto é autor de obras como Mar Me Quer.
Este livro fala sobre um tradutor (autor) que acompanha um soldado italiano da ONU numa investigação sobre explosões, pois os habitantes (homens) de uma cidade africana começaram a explodir. Ao longo do livro vão ocorrendo das mais variadas peripécias sobre as explosões, desde confusões como conversas amorosas entre o italiano e outra personagem.  Até ao fim do livro não se vai perceber o porquê das explosões.
Não gostei muito desta obra por ser um pouco confusa. Nunca li nada sobre este autor mas espero vir a ler, apesar de te uma escrita um pouco diferente do que estou habituada.




 


O livro que li foi As Intermitências da morte, escrito por José Saramago, que foi um ilustre escritor português galardoado com o prémio Nobel de Literatura, e com o Prémio Camões.
Este livro tem 214 páginas e o escritor inicia a obra dizendo "no dia seguinte ninguém morreu" e, em seguida, dá-nos a conhecer o facto de a morte ter feito uma espécie de "greve" e as pessoas, a partir de um de Janeiro à meia-noite em ponto, deixarem de morrer. No início, parece uma ideia boa a toda a gente, mas vamos perceber que não é assim tão boa e vai causar imensos prejuízos.
Gostei bastante desta obra, foi um tema a que nunca prestei muita atenção, nunca tinha lido nada de Saramago e fiquei bastante surpreendida pela sua imaginação. Recomendo a leitura, apesar de no início ser um pouco confuso, à medida que vamos avançando vai-se percebendo melhor a história.





O livro que escolhi ler chama se Crónica de uma Morte Anunciada, foi escrito por Gabriel García Márquez e publicado em 1981. Este autor escreveu muitos outros livros como Notícia de um Sequestro, o Amor nos Tempos de Cólera, etc.
Esta obra é composta por 105 páginas e está dividida em 5 capítulos. O livro retrata o último dia de vida de Santiago Nasar.
Bayardo San Roman ia casar-se com Angela Vicário mas descobre que esta não era virgem. Então, Angela diz que o seu amante é Santiago Nasar (embora fosse mentira). Os irmãos de Angela Vicário, ao saberem isto, decidem matar Santiago. Enquanto esperam Santiago, os irmãos contam a toda a aldeia o ato que irão cometer. Na história, portanto, já todos sabiam que Santiago ia morrer exceto ele próprio. Santiago por fim é morto e ninguém sabe quem realmente esteve com Angela Vicário.
     Este livro é interessante porque retrata mentalidade das pessoas naquela época, nomeadamente a de as meninas irem virgens para o casamento e, caso isso não acontecesse, a necessidade de matar o “culpado” impunha-se em nome da defesa da honra.
    Recomendo este livro pois lê-se muito facilmente e é bastante interessante.





O livro que eu li foi  1984 de George Orwell.
Eric Arthur Blair, mais conhecido por Gorge Orwell, foi um escritor e jornalista Inglês. Nasceu em 1903 na Índia.
Esta história passa-se no “futuro”, no ano de 1984, em Inglaterra. O autor transforma a realidade, digamos assim, pois ele imagina um Mundo completamente diferente do que nós estamos habituados. 
O livro deu origem ao concurso “Big Brother”, uma personagem, desconhecida por todos, mas que exercia grande poder sobre todas as pessoas, vigiava-as 24 sobre 24 horas. Tudo o que elas faziam aparecia em monitores e, caso alguma pessoa não cumprisse certas regras, era capturada pela polícia do pensamento. A partir do momento em que qualquer pessoa era capturada, todos os restantes cidadãos tinham de agir como se ela nunca tivesse existido. Foi a partir deste livro que nasceu um dos maiores reality shows: O “Big Brother”.
Eu recomendo o livro porque é uma história interessante e cheia de mistérios.




O livro lido por mim foi O Primo Bazílio, escrito por Eça de Queiroz, um dos maiores escritores portugueses, que escreveu também livros como Os Maias, O Mandarim, entre outros. 
Esta obra é composta por 470 páginas, divididas em 16 capítulos. Esta “história” começa por altura da notícia da chegada de Bazílio a Lisboa. Bazílio é primo de Luíza, esposa de Jorge, que se encontra de partida para o Alentejo, um engenheiro de minas, que trabalha num ministério. A paixão de Luíza e Bazílio rapidamente se torna num amor ardente e adúltero. Juliana, criada do casal, intercepta uma missiva de Luíza para Bazílio, passando a chantagear a patroa, a quem sempre odiara, que passa a cumprir com o que a criada lhe manda.
Característica de escritores como Eça, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão, membros da Geração de 70, o realismo é fortemente acentuado nesta obra. Esta característica é empregue devido à grande crise social e moral que, como hoje, se vivia na burguesia e na sociedade em geral do Portugal de finais do século XIX.
Sendo de fácil leitura apenas tenho a indicar que este livro deve ser lido por quem se interessar pelo assunto.



O livro que li foi Clarabóia de José Saramago, grande escritor português que ganhou dois dos melhores prémios da literatura, Prémio Camões e o Prémio Nobel em 1998.
Clarabóia tem 398 páginas e está dividido em 35 capítulos, foi um dos primeiros livros a ser escrito por José Saramago, no entanto, o último a ser lançado.
            O livro conta a vida de seis inquilinos que vivem num prédio em Lisboa, por volta do século XX. De certa forma, Saramago descreve a vida de cada deles com uma certa precisão, demonstrando os seus dramas pessoais e familiares, as suas frustrações e os seus problemas, materiais e morais.
Clarabóia é um dos melhores livros que eu já li, é muito fácil de ler, contém uma linguagem sincera e encontramos nele muitas das características de Saramago. Recomendo este livro para aquelas pessoas que gostam de saber como era a década de 50 e também para quem quer saber mais sobre José Saramago.




A obra que li e analisei foi Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, um escritor, argumentista, jornalista e poeta português. Ganhou vários prémios, como o Prémio Nobel da Literatura e o Prémio Camões.
O livro tem 310 páginas e não se encontra dividido em capítulos, narrando acontecimentos seguidos. Esta obra conta a história de uma epidemia de cegueira que afeta o mundo inteiro, exceto a uma mulher. O governo decide agir e manda os infetados para um manicómio sem quaisquer condições, o que não ajuda em nada, pois estes começam a lutar entre si. Os conflitos conduzem a um incêndio, permitindo aos cegos saírem da quarentena. Quando chegam ao exterior, deparam-se com “comportamentos nómadas”, pessoas vivendo como animais. Mais tarde, o “mundo volta a ver”, permanecendo apenas as memórias daqueles dias terríveis.
Gostei bastante do livro e do seu conteúdo, apesar de ser uma obra intensa, de acordo com o próprio autor.
É um livro quase sem pontuação, mas recomendo a sua leitura, pois quando se chega ao fim, dá vontade de nunca o ter lido para voltar a fazê-lo.





O livro que eu li foi A Noite do Oráculo, de Paul Auster, um famoso escritor americano que já ganhou mais de 20 prémios literários.
O livro tem 200 páginas e não está dividido por capítulos, coisa que eu nunca tinha visto em nenhum livro que já tenha lido. O livro fala sobre um escritor que, à medida que vai escrevendo uma história num caderno português, essa mesma história vai interferindo na sua vida real.
Gostei do livro, mas pensava que a história fosse um pouco mais interessante. Não é difícil de ler, no sentido de ter uma linguagem complexa, mas é um livro que não é fácil de se compreender.
Recomendo a quem tiver curiosidade sobre assuntos da metafísica, mas se não tiverem interesse sobre essas coisas, não é muito interessante.






O livro lido tem o nome Barroco Tropical, e foi escrito por José Eduardo Agualusa.
         O livro tem 344 páginas e está dividido em 25 capítulos. A história tem início numa tempestade tropical, em que uma mulher cai do céu. As únicas testemunhas são Bartolomeu Falcato, escritor e cineasta, e a sua amante, Kianda, cantora com uma carreira internacional de grande sucesso. Dado o acontecimento, Bartolomeu tenta desvendar o grande mistério, conhecendo as mais diversas personagens que juntas completam um grande enredo.
O livro é bem fácil de ler e com uma linguagem acessível a todos. Recomendo o livro a todos os que gostam de mistérios e se interessam por política, visto que a obra literária em questão está repleta de mistério atrás de mistério envolvendo a classe política.






O livro que eu li foi Mar me Quer, de Mia Couto
O autor nasceu no dia 5 de Julho de 1955 na Beira, Moçambique, é biólogo e escritor e já recebeu vários prémios literários, como o Prémio de Camões.
O livro encontra-se dividido em oito capítulos e tem 68 páginas. Conta, principalmente, a história de duas personagens, Zeca e Luarmina, que têm histórias de vida bastante diferentes.
Gostei do livro, mas confesso que prefiro livros com mais história, de maneira a que nos consigamos rever no que estamos a ler. É um livro fácil de ler, pequeno e com uma linguagem acessível.
Recomendo o livro a todos, mas especialmente às pessoas que não gostam tanto de ler, devido à estrutura que apresenta e a história poder ser compreendida por todos.






     O livro que li chama-se A Viagem do Elefante e relata a viagem de um elefante chamado Salomão até Viena. Foi escrito por José Saramago, que foi um grande escritor português e que chegou a ser premiado com o Prémio Nobel da Literatura.  
     O livro é constituído por 257 páginas e por 18 secções e conta-nos a história da viagem do elefante Salomão a pedido do rei de Portugal que o quis oferecer ao seu primo, o arquiduque da Áustria. Quem vai acompanhar o elefante vai ser o seu cornaca, chamado Subhro, que já tinha vindo da Índia com ele e agora iria com ele para Viena. Ao longo da história, vão sendo relatados acontecimentos da viagem, como por exemplo: um suposto milagre cometido pelo elefante que, na verdade, foi encenado pelo cornaca, e uma confusão numa aldeia originada por uma conversa entre os homens da cavalaria. Chegados a Viena, o elefante salva uma menina e passa a viver lá, passados quase dois anos morre, sem causa conhecida.  
     Na minha opinião, não há uma moral final que possamos tirar da história, mas, ao longo dela, é possível que façamos uma reflexão sobre vários aspetos. Não considerei a história muito interessante mas também não é um mau livro, e recomendo.





O livro que eu li foi A cidade e as serras, uma das obras de Eça de Queirós, um dos mais importantes escritores lusos.
O livro está dividido em 16 capítulos e é um livro que chega às 247 páginas.
O livro retrata a vida de Jacinto, que odiava a vida no campo e achava que a vida urbana era superior, mas com a ajuda do seu amigo Zé Fernandes acabou por descobrir que a vida é bem melhor no campo, por ser feita de coisas simples.
Gostei deste livro, porque ao fim e ao cabo tem uma história bonita. É uma leitura difícil, mas vale sempre a pena investir em livros diferentes.
Recomendo este livro porque adquirimos uma linguagem mais rica e por ser um livro que nos mostra o lado simples da vida. 






O meu livro chama-se Uma Família Inglesa, e é um romance escrito por Júlio Dinis.
Júlio Dinis nasceu no Porto a 14 de Novembro de 1839 e faleceu de tuberculose na mesma cidade a 12 de Setembro de 1871 com apenas 31 anos. Para além de escritor, era também médico e professor.
Este livro fala da família de Mr.Richard Withestone. Ele tem 2 filhos, Jenny e Carlos. Num baile de Carnaval, Carlos encontra-se com Cecília, melhor amiga de Jenny, este sem saber quem era ela, apaixona-se. É Jenny quem descobre tudo e tenta proteger Cecília pensando que era só mais um dos caprichos do irmão. Porém, acaba por convencer-se de que não era e ajuda-os a ficar juntos. No fim do livro, eles acabam por se casar.
Este livro está dividido por capítulos e tem 367 páginas. É um livro fácil de ler e tem uma linguagem acessível. Não o considero muito interessante, pois trata-se de uma história muito "vulgar" em que ao começar a ler já temos mais ou menos uma ideia do que vai acontecer no final.
Recomendo apenas a quem gostar mesmo muito de ler.







O livro que li chama-se Os Cus de Judas, escrito por António Lobo Antunes, que nasceu a 1 de Setembro de 1942 em Lisboa, tendo atualmente 71 anos.
A obra Os Cus de Judas foi  publicada em 1979, sendo o segundo livro deste autor, tem cerca de 242 páginas divididas em capítulos de A a Z, e ganhou um prémio da embaixada de França em Lisboa (1987).
O livro fala da experiência do autor na guerra colonial, entre 1970 e 1973, como médico tenente do exército, onde mostra o verdadeiro lado da guerra e os episódios que vivenciou.
Na minha opinião, o tema do livro é interessante mas o facto de a história não ter um fio condutor dificulta a leitura. Recomendo este livro a pessoas que queiram saber como era a vida na guerra ou que até a tenha experienciado, por exemplo os nossos avós, ou outros parentes que tenham vivido essa experiência.






O livro que eu li foi A Relíquia de Eça de Queirós, um dos mais importantes escritores portugueses que escreveu vários romances importantes.
Este livro tem 275 páginas e está dividido em 5 capítulos. O livro fala-nos de um rapaz chamado Teodoro que ficou órfão aos 7 anos e foi viver com a sua tia, que era muito rica. A sua tia como pensava que ele era bem-educado e bem comportado proporcionou-lhe uma viagem até Jerusalém. Quando voltou da viagem, a sua tia descobriu que ele não era nenhum “santinho” e expulsou-o de casa. Sem nada, quem o ajudou foi um amigo seu chamado Crispim, que lhe arranjou uma família, e lhe organizou a vida.
Não gostei muito deste livro, porque envolve religião (que não tem interesse para mim). É fácil de ler e de compreender. Recomendo este livro a quem gostar ou tiver interesse em religião.





Eu li Caim, um  trabalho de José Saramago, escritor laureado com o prémio Nobel da Literatura. O livro aborda histórias da Bíblia e foi lançado a 18 de Outubro de 2009.
José Saramago nasceu na Azinhaga em Golegã a 16 de Novembro de 1922 e morreu nas Canárias, em Espanha, a 18 de Junho de 2010. Era conhecido por utilizar a ironia e por ser ateu.
O livro tem 13 capítulos e cada um relata uma viagem de Caim, no total, tem 182 páginas.
Caim nasceu ao lado do seu irmão Abel que matou por inveja e então fugiu. Durante essa viagem de fuga, conheceu muitas pessoas, entre as quais Abrão, Lilith (com quem teve um filo, Enoch), Moisés e Josué em Jericó e, por fim, Noé e a sua família. Durante esse percurso, Caim assistiu a mortes em nome de Deus e, então, quando embarcou com Noé e a família na barca da nova humanidade, já no final da história, aniquila a família de Noé como por vingança a Deus.
O livro é deveras interessante mas um pouco complicado de se ler. Saramago "usa e abusa" da ironia o que torna o jogo mais confuso.
Recomendo pois, mesmo sendo complicado, é um livro que através de histórias “líricas” fala sobre o nosso mundo. 





O livro que eu li chama-se Gente da Terceira Classe, e foi escrito por José Rodrigues Miguéis.
José Rodrigues Miguéis nasceu em Lisboa em 1901 e morreu nos E.U.A. em 1980. O livro Gente da Terceira Classe é considerado uma das suas principais obras, pois tem sido alvo de numerosos estudos apresentados sob a forma de teses de doutoramento e de inúmeros artigos publicados nos E.U.A.
O livro é composto por 15 contos e tem 256 páginas.
Este livro é constituído por vários contos, sendo o tema principal a emigração de portugueses, espanhóis, polacos e turcos para os E.U.A. Importa saber que o próprio autor também era emigrante.
Uma das frases que mais me marcou foi “ O Céu do limpa-vias é a rua que os outros pisam”, que quer dizer que nós por vezes pensamos que temos pouco, contudo ainda há pessoas que têm menos do que nós.
Gostei muito de ler este livro, pois aborda assuntos que estão relacionados com a nossa sociedade e também porque ao lê-lo conseguimos retirar imensas lições de vida.
Recomendo a leitura deste livro aos meus colegas pois é interessante, tem uma linguagem acessível e aborda assuntos muito atuais.






O livro que li foi o Palácio da Lua, de Paul Auster. Paul Auster nasceu a 3 de Fevereiro de 1947.
Esta obra, Palácio da Lua, foi escrita em várias línguas, e vendida por todo o mundo. Divide-se em 7 capítulos e é composta por 237 páginas. Apesar de ser um pouco difícil de interpretar, é muito interessante para ler. Retrata a vida de um jovem que “perde a vida”, e acaba por encontrar uma família que nem ele próprio sabia existir. Vai correr os Estados Unidos da América em grandes aventuras. Vai cuidar de um senhor que acaba por descobrir que é seu avó e através dele conhece o pai acerca do qual nada sabia.
Penso que é um livro indicado para o 10º Ano. E, apesar de ser longo, é bastante interessante de ler.   








O livro que li foi O Vendedor de Passados, de José Eduardo Agualusa, grande escritor Angolano que ganhou o prémio Independent-ficção estrangeira com o mesmo livro. Vendedor de Passados tem 203 páginas e está dividido em 33 capítulos. O último livro que Agualusa publicou foi a Teoria Geral do Esquecimento.
O livro passa-se em redor de três personagens. O autor, neste livro, fala das viagens, trabalhos que as mesmas três realizaram. Todas nos seus sonhos se encontraram com uma osga que, por sua vez, é quem narra a história até um certo momento. Tal como o título indica, uma dessas personagens tem como função recrear passados o que vai ser crucial para o desenlace da história.
Vendedor de Passados é um livro do que gostei de ler, porque a sua história é interessante embora seja um pouco complicado de ler, pois, Agualusa mistura bastantes elementos de realismo mágico latino-americano com sátira politica o que torna o livro um pouco complicado.
Recomendo este livro a quem goste mesmo muito de ler ou a quem goste de romances.






O meu livro chama-se Estórias Abensonhadas e foi escrito por Mia Couto.
Esta obra é composta por 26 contos que retratam a vida dos Moçambicanos no decorrer da Guerra Civil e transmite uma sensação de esperança e renascimento do país e do interior moçambicano depois do Acordo de Paz ser assinado. Este livro reflete a alegria sentida por este novo povo, que depois da guerra se encontrava com várias “feridas e cicatrizes”.
A mágoa ainda lá se encontra mas esta nova terra “está a ser lavada do passado” – citação do autor. Podemos concluir que com esta obra, o autor transmite aos leitores a esperança, e a principal lição é que depois de uma seca, ou seja, um período horrível, a chuva ainda pode cair nos nossos solos.
Recomendo este livro pois é fácil de ler e como poderão verificar passa uma incrível mensagem.




A obra que li foi As Naus do autor António Lobo Antunes que foi lançada em  1988.
António Lobo Antunes nasceu a 1 de Setembro de 1942 tendo atualmente  71 anos, participou na Guerra do Ultramar, sendo esse o tema tratado em algumas das suas obras. Lobo Antunes é um dos grandes escritores portugueses tendo já ganho imensos prémios importantes.
O livro é constituído por 190 páginas e por 15 secções e conta-nos basicamente as histórias e episódios invulgares de retornados vindos de Angola, após o fim da Guerra do Ultramar. Retratando a vida de personagens como Luís que voltou para Portugal para dar um enterro digno ao pai, Diogo Cão que era maluco por tágides e  prostitutas, que acaba por se envolver e namorar uma prostituta idosa que se apaixona por este, entre outros.
Este livro retrata basicamente o esquecimento dos retornados, que, noutros tempos, tinham sido importantes navegantes e nobres e que hoje não são ninguém. É, sem dúvida, um livro difícil de ler, não apresenta uma história  seguida, voltando atrás no tempo e fazendo  viagens, no sentido literal.
Gostei imenso deste livro apesar de apresentar  também uma linguagem difícil, misturada com um certo calão, tendo imensos palavrões. É um livro muito irónico, tendo pouco do romance o que supostamente é.
Recomendo este livro, pois é incrivelmente divertido e irónico, o uso de palavrões dá-lhe um toque sem dúvida único. É muito interessante e apelativo, mas como é óbvio devido à sua linguagem difícil e modo como está escrito, mais os palavrões nele presentes, não é recomendado a faixas etárias muito baixas ou a pessoas particularmente sensíveis. 






O livro que eu apresentei foi As pupilas do Sr. Reitor, de Júlio Dinis. Este escritor nasceu a 14 de Novembro de 1839 no Porto e faleceu a 12 de Setembro de 1871, nessa mesma cidade. Durante a sua vida, foi escritor, professor e médico, escreveu essencialmente romances. O livro tem 280 páginas e está dividido em XLII capítulos.
A obra, As pupilas do Sr. Reitor, retrata a vida de Daniel, Pedro, Margarida e Clara. Margarida e Daniel quando eram pequenos viveram um grande amor, mas infelizmente Daniel teve de ir estudar medicina para o Porto, e a sua relação teve de acabar. O seu irmão Pedro e a irmã de Margarida, Clara, apaixonaram-se um por o outro e ficaram noivos. Quando Daniel voltou à sua aldeia voltou a gostar de Margarida e também eles os dois ficaram noivos.
Apesar de o meu livro ser muito antigo, o seu tema continua a ser atual, pois todos nós continuamos a viver amores não correspondidos, amores proibidos ou o nosso grande amor, e a sociedade que é retratada no livro continua a ser a sociedade que temos atualmente, uma sociedade de mexericos e de críticas.
Recomendo este livro a quem gosta de ler romances, é um livro para ler e a sua história é muito interessante.




O livro que escolhi foi As Intermitências da Morte de José Saramago.
Este autor recebeu o prémio nobel da literatura e o prémio Camões.
O livro é composto por 10 capítulos, tem 214 páginas, e retrata a história de quando a morte deixa de existir por algum tempo. No início, parece ser uma nova ideia de paraíso mas à medida que avançamos no livro vemos que não vai ser assim.
Eu adorei este livro, eu que não gosto muito de ler e nunca tinha lido nada de Saramago e fiquei impressionado com a sua escrita.
Recomendo seriamente a leitura deste livro.




O livro que escolhi foi  Crónica de uma morte anunciada, foi escrito por Gabriel García Márquez e publicado em 1981. Este foi considerado um dos autores mais importantes do século XX, mas em 2009 declarou que se ia aposentar e não iria escrever mais livros.
Esta obra é composta por 105 páginas e 5 capítulos. A obra conta, na forma de reconstrução jornalística, a história do assassinato de Santiago Nasar pelos dois irmãos Vicários.
A história começa com o casamento entre Ângela Vicário e Boyardo San Román. Na sua noite de núpcias, Boyardo percebe que Ângela não era virgem e como isso naquela época não era aceite, devolve-a a casa dos pais. Os seus irmãos prometem matar o amante e esta acusa Santiago Nasar (o que é mentira). Enquanto esperam Santiago, oirmãos dizem a toda a aldeia o que vão fazer. Ninguém avisa Santiago ou os tenta impedir de fazer aquela maldade, acabando os irmãos de Ângela por matá-lo.
A morte de Santiago, apesar de apregoadíssima, não é levada a sério pelas pessoas acabando assim Santiago por morrer.
A história termina assim com uma injustiça e sem sabermos quem foi o verdadeiro amante de Ângela.
Gostei deste livro, o objetivo parece ser fazer uma crítica à mentalidade antiquada das pessoas daquela época que permite um assassinato como este e também fazer uma crítica ao tratamento dado à mulher por não manter a virgindade até ao casamento.




O livro que eu escolhi foi O ensaio sobre a cegueira, de José Saramago que nasceu a 16 de novembro de 1922 e morreu 18 de junho de 2010.
Este livro fala de uma cegueira branca que se espalha por todo a cidade.
O autor, a partir de uma linguagem corrente, sem vírgulas nem pausas , faz-nos ver que as pessoas vão ficando cegas umas a seguir das outras quase sem tempo de nós descansarmos um pouco.
A mensagem que tirei deste livro foi a de que, de um momento para o outro, a vida pode estar muito bem e de repente tudo pode desmoronar-se e as coisas que nós pensávamos ser importantes são então dispensáveis.






O livro que li foi O amor nos tempos de Cólera, de Gabriel Garcia Marquez.
Gabriel Garcia Marquez nasceu a 6 de março de 1927 tendo hoje 86 anos, ganhou o prémio internacional Neustadt de Literatura em 1972 e o Nobel da Literatura em 1982. Infelizmente, foi-lhe diagnosticada uma demência e desde então não voltou a escrever.
O livro é constituído por 371 páginas, estando dividido em 4 capítulos. O livro retrata a história de um triângulo amoroso, entre 3 personagens de classes diferentes. Retratando principalmente a história entre Fermina Daza e Florentino Ariza, que se conheceram desde muito novos e, passados então 53 anos, 7 meses e 11 dias, voltam a ficar juntos.
Gostei do livro, no entanto penso que é um pouco confuso pois existem partes em que não conseguimos ao certo perceber quem está a falar e do que se está a falar, e também o achei um pouco difícil pois o autor recorre muito aos pormenores e aos detalhes. No entanto, é um livro bastante interessante e bastante romântico.
Recomendo a obra principalmente a quem gostar de autores muito pormenorizados e de romances.




O livro que li foi Memória de Elefante da autoria de António Lobo Antunes, que foi publicado em 1979.
António Lobo Antunes nasceu dia 1 de Setembro de 1942 tendo hoje 71 anos, participou como tenente médico na Guerra do Ultramar em Angola, escreveu alguns livros autobiográficos sobre esse tema. É um dos grandes escritores portugueses, tendo sido já galardoado com vários prémios importantes, tais como: Prémio Jerusalém em 2005 e o Prémio da Literatura em 2000.
O livro é constituído por 160 páginas e não se encontra dividido em capítulos. A história baseia-se na experiência profissional e pessoal do autor, falando da sua profissão, do tempo que passou na guerra e da sua mulher, tratando-se assim de uma autobiografia. 
Na minha opinião, o livro é interessante, mas torna-se confuso por não ter um fio condutor e pela forma como está escrito. Apesar disso, recomendo este livro, pois trata-se de um livro de cultura geral, sobre a guerra e a vida do autor.






O livro que eu escolhi foi Uma abelha na chuva, de Carlos de Oliveira.
Carlos de Oliveira nasceu em Belém do Pará, no Brasil, em 1921 e morreu em Lisboa em 1981. Licenciou-se na Universidade de Coimbra em Ciências Histórico-Filosóficas. Foi um escritor português, que publicou poesia, crónicas e romances, género em que se inclui este livro. 
Este livro tem 191 páginas e está dividido em 35 capítulos.
Uma abelha na chuva fala-nos de uma sociedade antiga, e de certos pensamentos antigos.
Este livro é um romance, e mostra-nos como o amor é importante, pois acaba com Clara a suicidar-se por seu pai ter assassinado o seu namorado. Fala-nos também, de um casal que não gosta um do outro, mas que está junto pelo dinheiro. Na minha opinião, é um bom livro, um pouco confuso ao início mas que fala de situações antigas, de interesses e principalmente do amor.
Recomendo este livro essencialmente a quem gosta de ler histórias sobre as sociedades antigas.





A obra que li  foi A viagem do elefante, de José Saramago, um escritor, argumentista, jornalista e poeta português. Ganhou vários prémios, como o “Prémio Nobel da Literatura” em 1998 e o “Prémio Camões” em 1995.
Este livro não está dividido em capítulos e tem cerca de 258 páginas. A história conta a viagem de um elefante chamado Salomão que, no século XVI, cruzou metade da Europa, de Lisboa a Viena, por causa da extravagânciade  de um rei e um arquiduque. Dom João III, rei de Portugal e Algarves, casado com dona Catarina d’Áustria, resolveu oferecer ao arquiduque austríaco Maximiliano II, genro do imperador Carlos V, nada menos que um elefante.
Eu gostei de ler o livro pois é um livro com uma linguagem fácil, é muito interessante. O narrador transmite de tal modo as ações que o que se passa no livro parece mesmo estar a acontecer connosco.
Recomendo vivamente a leitura deste livro a pessoas que gostam de ler ou gostem de viagens, com alguma ironia pelo "meio".




O meu livro foi 1984, de George Orwell.
Retrata muito a vida de antigamente, com um toque de modernidade, pois inspirou o Big Brother, como se George estivesse a adivinhar o futuro.
Não nego que é um bom livro, mas é muito diferente do que estava habituada a ler. Faz bem ler um livro diferente de vez em quando, porque os livros contribuem muito para a nossa sabedoria e para a nossa cultura geral. O livro que li faz pensar, se somos demasiado controlados pelo governo, se somos realmente 100% livres e se algum dia estaríamos dispostos a abdicar dessa liberdade para vivermos controlados, sem liberdade. Temos que aproveitar o que temos, mesmo que não seja muito, pois um dia pode tudo mudar.

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