quinta-feira, 1 de março de 2012

AUTOR DO MÊS

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos ( Zeca Afonso) nasceu em Aveiro a 2 de agosto. Passou os primeiros anos de vida entre a terra natal, Angola e Moçambique.
Enquanto frequenta o liceu conhece a vida boémia e os fados tradicionais de Coimbra.

Em 1949, ingressou no curso de Ciências Histórico Filosóficas e revisitou Angola e Moçambique, integrado numa comitiva do Orfeão Académico da Universidade de Coimbra.

Editou os primeiros discos em 1953 com fados de Coimbra. Nos finais dos anos 50, princípios de 60, começou a frequentar coletividades e a cantar, com regularidade, em festas populares.
Em 1963, concluiu o curso, com uma tese sobre Jean-Paul Sartre e a nota de onze valores.
A senha para o início da Revolução de Abril, Grândola Vila Morena nasceu após Zeca Afonso se ter inspirado numa atuação, na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, em maio de 1964.
O regresso a Portugal deveu-se à oposição de José Afonso ao sistema colonial. Foi colocado em Setúbal como professor, tendo sofrido uma grave crise de saúde que o forçou ao internamento hospitalar durante vinte dias. Quando recuperou, ficou a saber que tinha sido expulso do ensino oficial, passando a viver de explicações que dava.
Continua a gravar em Paris, Londres e Madrid e em abril de 1973 foi preso passando vinte dias em Caxias e, no Natal desse ano, gravou em Paris Venham Mais Cinco com a colaboração de José Mário Branco, então exilado na capital francesa.
Muitas outras canções, espetáculos e prémios surgiram nos anos posteriores à revolução e, em 1982, tem os primeiros sintomas da doença que lhe causará a morte, esclerose lateral amiotrófica.
Em 1985, grava o último álbum Galinhas do Mato onde já não consegue cantar todos os temas, sendo substituído por Luís Represas e Janita Salomé.
Morre em 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal.

http://delta01.no.sapo.pt/ZecaBiografia.html


Discografia


Álbuns de estúdio
Baladas e canções (1964)
Cantares de andarilho (1968)
Contos velhos rumos novos (1969)
Traz outro amigo também (1970)
Cantigas do Maio (1971)
Eu vou ser como a toupeira (1972)
Venham mais cinco (1973)
Coro dos tribunais (1974)
Com as minhas tamanquinhas (1976)
Enquanto há força (1978)
Fura fura (1979)
Fados de Coimbra e Outras Canções (1981)
Como se fora seu filho (1983)
Galinhas do mato (1985)


Álbuns ao Vivo
José Afonso in Hamburg (1982)
Ao vivo no Coliseu (1983, álbum duplo)

SUGESTÕES DE LEITURA

LEITURAS PARA O MÊS DE MARÇO

Aqui vos deixamos as nossas propostas:



-A favorita do rei, de Sandra Worth

-A valsa lenta das tartarugas, de Katherine Pancol



-O centenário que fugiu pela janela e desapareceu, de Jonas Jonasson


-Minha querida Inês, de Margarida Rebelo Pinto.





  • Usem e Abusem! Boas Leituras!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

LIVRO DA SEMANA

Aqui vos deixamos a proposta de leitura para esta semana!

Boas leituras!
História dos Balões
de
Rómulo de Carvalho


"Os homens de hoje que conhecem os extraordinários progressos que a aviação tem conseguido, poderão sorrir com o relato da insignificante façanha do padre Gusmão. Que o sorriso seja compreensivo e não de troça. Não temos a satisfação de proclamar que Bartolomeu Lourenço tenha sido o primeiro homem que se elevou nos ares, mas podemos afirmar - segundo o que se sabe - ter sido ele o primeiro que construiu uma máquina capaz de subir por meio de ar quente e que subiu mesmo, embora ardesse daí a pouco. "

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

SÃO VALENTIM - DIA DOS NAMORADOS











Dia dos Namorados



Dia de São Valentim



Celebrou-se ontem, dia 14 de fevereiro, o dia dos namorados, mais precisamente o dia de S. Valentim.



-A biblioteca escolar propôs aos seus utentes um desafio: escrever uma frase sobre o que o amor não é.



Aqui vão algumas:



- O amor não é violência.




- O amor não é tristeza e solidão!




- O amor não perfeito.



- O amor não é, quando não existe confiança entre o casal.



-O amor não é uma relação feita de desconfiança e ciúmes entre o casal.


-O amor não é engano e falsidade.



-O amor não é um mar de rosas.



-O amor não é brincadeira.



-O amor não é ir à pesca. É o peixe vir até nós.


A biblioteca agradece a todos que colaboraram nesta atividade.



domingo, 12 de fevereiro de 2012

WORKSHOP - DESENHO de FIGURA HUMANA





Workshop:



Desenho de Figura Humana



Decorreu na última quinta-feira, dia nove de fevereiro, na nossa escola um workshop sobre “Desenho de Figura Humana”, com a duração de três horas, promovido pela Biblioteca Escolar e dinamizado pelo estudante do 4º ano do Mestrado Integrado em Arqitetura da Universidade de Coimbra, João Mário Espada Catarrunas (ex-aluno desta escola e destinado aos alunos do 12ºano, curso de artes.
Após uma pequena introdução teórica com recurso ao PowerPoint, seguiu-se a parte prática: desenhar com a mão não dominante, desenhar a figura humana no ar, efetuar desenhos de curta duração da figura humana (esquissos, borrões), entre outros. Os materiais utilizados foram sobretudo a esferográfica e a tinta da china.
Para a concretização destes desenhos houve necessidade de alguns modelos, tendo-se recorrido a algumas alunas da turma.
Foi uma atividade muito interessante. A temática integrou-se perfeitamente nos conteúdos programáticos que estão a ser lecionados na disciplina de Desenho o que levou à consolidação dos conhecimentos adquiridos.
Os alunos aderiram ao evento com muito entusiasmo, realizando trabalhos interessantes, dignos de alunos das artes. Aqui deixamos alguns como exemplificação:





























































Ao dinamizador, alunos e professor de Desenho, a biblioteca escolar apresenta os seus maiores agradecimentos.





















































domingo, 5 de fevereiro de 2012

OS JOVENS E A LEITURA - TESTEMUNHOS

Os jovens e a leitura



Cientes da importância do livro na formação dos jovens, voltamos a promover, no presente ano letivo, o Concurso Nacional de Leitura. Eis o testemunho de alguns dos participantes (que também integram o Clube de Leitura) sobre a relevância da leitura nas suas vidas.


A equipa da biblioteca escolar
Alcinda Janeiro
Lucília Picareta
Margarida Sinfrónio




Quando estou a ler viajo
Nas ondas, nas nuvens, no mar…
Aprendo, recordo e revejo
Tudo o que no mundo devo amar.

História, romance e ficção
Tudo me ajuda a crescer!
Fico ansiosa mas com o coração
Sempre pronto a vencer.

Convido-o a ler, porque: "Quem não gosta de ler, não sabe o que está a perder"!
Inês Cardoso, 8º ano/A




Para mim, a leitura transporta-me a lugares fantásticos, pois os livros são janelas abertas para outros mundos. Dão-nos a hipótese de conhecer “pessoas” (personagens) com as quais, de certo modo, nos podemos identificar, “vivendo” as suas epopeias.
A minha experiência com os livros tem sido muito frutífera, graças a eles ganhei cultura geral, bem como interesse por outras áreas, pois existem livros sobre os mais diversos assuntos. Na Segunda Guerra Mundial, o cerco nazi à cidade russa de Estalinegrado (atual São Petersburgo), por quase um ano, privou os seus habitantes de meios alimentares vindo de fora. Nessa ocasião, as autoridades soviéticas recomendaram o hábito da leitura por entre a população, como forma de fazer "esquecer" a fome que passavam.
Manuel Barroso, 8º ano/C




O que acontece quando lemos? Partimos para outro mundo, outra vida, outra dimensão. Imaginamos que estamos do lado do herói, ou, quem sabe, do vilão. E somos omnipotentes. Misturamos a nossa realidade com o que é oferecido pelo livro e vivemos experiências únicas.
O mundo da leitura traz-nos inúmeras sensações, expande o nosso conhecimento, ilumina a nossa mente, aclara os nossos raciocínios. Os livros dão-nos experiência, eficácia, imaginação.
Ao virarmos uma capa, o que vemos nós? Milhares de sentimentos, ideias, uma nova história nasce e centenas de novas vidas surgem...
Tudo isto está ao nosso alcance quando pegamos num livro e o começamos a ler. Uns são divertidos e fazem-nos rir, outros trazem lágrimas sem fim. Outros deixam-nos intrigados ao ponto de ficarmos agarrados à história até à última palavra.
Independentemente do livro que se lê, este enriquece a nossa vida. Enche-nos de conhecimentos inacreditáveis, faz-nos sentir emoções inéditas e alimenta a nossa imaginação. Os livros abrem novos horizontes…
Acima de tudo, cada livro é um passaporte que nos permite viajar no tempo e no espaço ao sabor das letras.


João Francisco Oliveira, 10º ano


















SAUDADE LITERÁRIA!



As coisas vulgares que há na vida



Não deixam saudades



Só as lembranças que doem



Ou fazem sorrir



Há gente que fica na história



da história da gente



e outras de quem nem o nome



lembramos ouvir (…)



Este lindo excerto da canção “A Chuva”, comummente interpretada por Mariza, para mim, reflete o que é uma leitura.
Um livro não deve ser para nós uma coisa vulgar, pelo contrário, devemos permitir que este nos penetre a alma, deixando uma saudade dos episódios que nos magoaram ou, até mesmo, nos provocaram uma alegria tamanha que não se consegue explicar. Quantas vezes nos envolvemos na história do livro e deixamos que esta marque a história da gente, ou porque nos identificamos com aquela personagem ou porque já vivemos um episódio semelhante àquele? E quantas vezes lemos um livro e chegamos ao fim e nem nos lembramos do nome da personagem principal?
Queria falar-vos da predisposição para a leitura. Se um semeador lançar a semente em má terra, como é de prever, esta não dará fruto. Não obstante, se lançar a semente em boa terra, provavelmente, dará fruto. O mesmo acontece quando vamos ler um livro: se estivermos predispostos para tal, com certeza, experimentaremos os sentimentos de que vos falei na primeira questão – deixar-nos-emos envolver pela sua narrativa –, por outro lado, se não estivermos predispostos para a leitura, presumivelmente, no final, nem nos lembraremos em que consistia a história.
Gostaria, para terminar, de citar Fernando Pessoa que, neste poema, nos demonstra o que muitas vezes sentimos quando pensamos:



Tenho um livro para ler



Ai que prazer



Não cumprir um dever,



Ter um livro para ler



E não o fazer!



Ler é maçada



Estudar é nada.



O sol doira



Sem literatura.



(…)



Livros são papéis pintados com tinta.



(…)”



Ponhamos a preguiça de lado e… “mãos à obra”!
Francisco Molho, 11º ano/C







EU LEITOR, EU CRIMINOSO




A preguiça leva-nos, muitas vezes, a adiar o gesto de pegar num objeto que muitos dizem ser transcendental: o livro. Alexander Sokurov, cineasta russo, deixou escapar as palavras que devem constar da atual Lei das XII Tábuas: “não deixes que a literatura nos abandone”. Tento fazê-lo, soltando-me dos tentáculos televisivos da preguiça, na esperança de não cometer um crime.
Mas, eu não vejo a leitura apenas como um dever, algo deôntico…Leio um livro por gosto, não só por procedimento ético; aprisiono as suas palavras na minha mente por interesse, não só por respeito. Contudo, com o intuito de não fazer a literatura desertar-nos, abnego um dos motivos por causa do qual leio: não cometer um crime…
Sim, cometo crimes: roubo factos e vivências àqueles que com tanto empenho os registaram. Sim, cometo crimes: faço assaltos à mão armada no dicionário quando não sei o que as palavras significam. Sim, cometo crimes: mato a história quando o relato sofre uma brutalidade e lhe é diagnosticado um final inesperado. Sim, cometo crimes: condeno injustamente o autor pela história que se manteve com tão pouco plot e, assim, talvez não leia mais nenhum livro seu.
Sim, cometo crimes. Agora que me denunciei, que me julguem, que me prendam, mas… Acho que esse é um modus operandi de qualquer leitor. Experimentem ser criminosos literários!


Vítor Valério, 11º ano/C

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TRABALHO FOTOGRÁFICO

TRABALHO FOTOGRÁFICO

Aqui vos deixamos esta bela fotografia da autoria do nosso aluno Rúben Carrilho (12º/D) que teve direito a publicação na revista O mundo da fotografia digital.

Parabéns Rúben, continua a encantar-nos com as tuas artes!